quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Arte em Cortiça


Objetos em Cortiça

Egípcios, gregos e romanos da Antiguidade elegeram a cortiça para os objetos do quotidiano. Hoje esta matéria-prima natural é aplicada em obras icónicas e nas criações mais emblemáticas. Na construção, no património, na decoração, na moda, nas artes plásticas, no lazer, na aeronáutica. Com imaginação, e a ajuda do avanço em I&D e Inovação, conquista arquitetos, engenheiros e designers de todo o mundo. Desde a Terra até ao Espaço.

Industrias de Transformação


A Transformação da Cortiça

A qualidade das pranchas é avaliada em 6 classes desde a 6ª até à 1ª, atendendo à porosidade, defeitos, aspecto da barriga e da costa (a costa é a parte mais escura e exterior da prancha) e ao relevo da costa. As pranchas de 1ª qualidade caracterizam-se por uma grande homogeneidade da barriga e costa, menor porosidade, e ausência de defeitos (Gil, 1998). De entre os defeitos da cortiça destacam-se a porosidade excessiva, densidade elevada, deficiência de elasticidade, permeabilidade das membranas celulares, marmoreado, esfoliação, enguiado e mancha amarela (Natividade, 1950).


Armazenamento da Cortiça

Colocação da cortiça em pilha ou a granel em áreas reservadas para o efeito.



O Transporte da Cortiça

Em tempos antigos o transporte da cortiça era feito com os meios dessa altura como por exemplo o carro de bois.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Secagem da Cortiça

De acordo com a lei portuguesa, a cortiça tem que ficar nove meses para secar e limpar depois de sair do campo. Após a secagem, o produto passa por um processo de cozedura para limpá-la de impurezas e para que volte ao índice de humidade original. Então, a cortiça está pronta para ser transformada em rolha. As placas da cortiça são cortadas em tiras. Em uma máquina é feita a brocagem. Essa é a primeira das várias operações que resultam em uma rolha de boa qualidade.



Descortiçamento

A separação do tecido suberoso do entrecasco faz-se pelo rasgamento das membranas das células de cortiça recém-formadas. Para que a cortiça dê, é necessário portanto que a assentada geradora súbero-felodérmica se encontre em actividade.
No nosso país, este período do ciclo vegetativo anual está compreendido entre o meado de Abril e o fim de Outubro, mas pode encurtar-se ou prolongar-se conforme as condições climatéricas do ano, a latitude, a exposição, a maior ou menor humidade do solo, etc.
Nalguns casos, e em condições favoráveis, a cortiça dá bem durante um longo período, de Fevereiro aos fins de Novembro; todavia, o período óptimo para o descortiçamento é muito mais curto porque tem de corresponder à fase mais activa do crescimento anual, e reduz-se na prática a três meses e meio.
Durante muito tempo, os subericultores mais exigentes só efectuavam a tirada da cortiça quando o tecido suberoso adquiria aquilo a que se chamava a maturação conveniente. Considerava-se madura, e portanto em boas condições para ser colhida, a cortiça que apresentava nas fendas do enguiado uma cor amarelo-rosado característica, ou quando, percutindo o tronco com o olho do machado, as pancadas não provocavam deformações permanentes na cortiça.
Para substituir este processo de apreciação tão precário, os principais países produtores fixaram um número mínimo de anos de criação para a cortiça. Foi Portugal o primeiro país a promolgar disposições neste sentido (Decreto nº27776 de 24 de Junho de 1937) e fixou-se em 9 anos a idade mínima. Nenhum cortiça pode ser transaccionada desde que apresente idade inferior a esta.

Sobreiro

O sobreiro é das árvores florestais mais abundantes no nosso País, colocando-se em área ocupada logo a seguir ao pinheiro. A Quercus Suber é a única quercínea produtora de cortiça da região mediterrânea. Entre as características que o distinguem dos restantes carvalhos, sobressaem:
- o considerável desenvolvimento que pode atingir o invólucro suberoso do tronco e dos ramos;
- a faculdade que a árvore possui de regenerar uma nova assentada geradora de cortiça quando se despojam aqueles órgãos do revestimento protector;
- a homogeneidade e pureza do tecido suberoso e as suas notáveis propriedades físicas, mecânicas e químicas.
Portugal, embora sendo um país de área reduzida, produz mais cortiça que todo o resto do Mundo, isto só por si podendo explicar a razão do interesse que o sobreiro nos merece.
Mas os montados de sobro não produzem apenas cortiça. Também pode ter interesse e valor o fruto (lande), a lenha, para queimar directamente ou fazer carvão, o entrecasco - de onde se podem extrair taninos - e a madeira.